Projectos de Autor

Youri Paiva

Passei bastante tempo a pensar num tema para este trabalho e cheguei a escolher vários. Quando os punha em prática falhava algo, não estava a resultar.

Um dia passo no corredor da minha casa e oiço sons do outro lado da porta, instintivamente olho pelo o buraco da porta – era o vizinho a sair de casa. Faço sempre isto sem motivo algum. Por um lado não conheço os vizinhos do 3º esquerdo, mas porque olho sempre pelo buraco? Há aqui algum voyeurismo, algum controlo sobre o que os outros andam a fazer.

A (minha) Fotografia também passa por isso. Eu gosto de fotografar pessoas, que eu conheço ou não, e nem sempre estas se apercebem do que estou a fazer. Não quero cair na ideia de que roubei um momento a essa pessoa, mas observei sem que o outro soubesse que o estava a fazer.

Por outro lado esta observação da minha parte é um pouco inocente, não estou a controlar ninguém, apenas vou observando como qualquer pessoa o faz. O que me preocupa é o incremento de videovigilância por toda a cidade, passou dos centros comerciais para as ruas de maior movimento, para as escolas, para as empresas. A ideia de ser constantemente vigiado deixa-me desconfortável.

Luís Conde

Os passos em volta....

...milhões todos os dias, inconscientemente correm imóveis quase à velocidade da luz.      

Outra luz, artificial, mascara individualidades confusas pela pluralidade de um espaço teimosamente tão pequeno. Ansiedades que não cabem nesse espaço, flutuam mais lentamente, como se não tivessem pressa, tão perto umas das outras que se misturam, tornando milhões de passos todos os dias num só....

Marlene Marques | SIMPLICIDADE

Apesar da constante modernização da Humanidade a simplicidade da vida, livre do materialismo consumista, ainda subsiste em alguns locais recônditos do nosso Mundo.

A grandeza da alegria de viver, com pouco, transparece nos olhares límpidos e nos sorrisos libertos, em comunhão com a vivacidade colorida das suas roupas, as quais contrastam com a aridez da paisagem que rodeia as suas vidas simples, sem amarguras de uma sociedade ávida por conceitos complexos do que significa viver.

Rute Martins

Debruça-te para o interior do meu vazio. Nenhum rosto, nenhum pensamento, nenhum gesto inútil. Nenhum desejo - porque o desejo precisa de um rosto. E no lugar daquele que partiu acende-se a noite.

 

Al Berto

 

A partir das palavras de Al Berto procurei passar para imagem sentimentos escondidos de solidão, de inquietação, de agitação,de busca pela calma e serenidade.

Procurei fazê-lo através dos espaços (isolados, inóspitos, vazios), dos tons (a preto e branco ou a cores, mais contrastados ou mais suaves) e de um rosto (quase) escondido...

... tudo o resto cada um lê por si!

 

 

Nuno Morais | ...363 MESES!!!

João sollari

Quero caminhar o improvável trilho do registo pessoal com um completo desconhecido. Seja ele uma pessoa, um sítio, uma paixão, um desgosto, um acontecimento, uma crença, um pressentimento, uma curiosidade...

A minha resposta empírica antes da pergunta, a minha ausência de conhecimento de causa antes de ver, de saber e de perceber com o que me deparo, é a minha maior falência de recursos. Como isso me afecta e o impacto que tem em mim, influência directa e inconscientemente a minha reprodução dessa mesma realidade diante mim.

Compreender o sentido fotográfico e questionar-me sobre o mesmo pode bem ser o mais perto de me conhecer a mim próprio de que alguma vez estarei...

 

 

Hugo Freitas |  ENTRE O CÉU E A TERRA NÃO HÁ LIGAÇÃO

Pensar no mar, na Natureza, na luz, na escuridão, em Norte e Sul, Oriente e Ocidente, no Homem, entre o Céu e a Terra, no vazio da imensidão que o separa, inspira-me esta tensão e este desiquelibrio de ver e pensar o que ocasionalmente não pensamos.
Pois, tudo aquilo que nos rodeia na Terra não tem quaquer ligação fisica com o Céu.
Estamos suspensos, e vivemos a olhar e acreditar no Céu como último destino. Preocupamo-nos com o Céu mesmo por vezes esquecendo a Terra.
Nesta sociedade em que tudo tem ligação com algo o Céu e a Terra continua a não ter ligação.
A partir daqui, o espaço e o tempo abriram-se...

Carlos Moreira | ID

Carlos Moreira | Vs

Tiago Duarte

Liliana Silva | HISTÓRIAS DA TERRA E DO MAR

 

 

HISTÓRIAS DA TERRA E DO MAR 

تاريخ من الأرض والبحث   

 

 

"E cada canção e cada livro
E cada imagem é uma revelação,
Uma nova tentativa, a milésima,
De cumprir a continuidade da vida.
Para compreender a variedade da criação
Uma imagem reflectida é quanto basta.
O mundo ganha sentido, o silêncio fala"

Hermann Hesse

 

TERRA:

 

"Solo; chão; poeira.
Região; povoação; localidade; cidade, vila ou aldeia.
Vida temporal. "
(...)

                           in Moderno Dicionário da Língua Portuguesa

 

 

MAR:

 

"Grande massa de água salgada.
Grande quantidade ou porção de qualquer coisa.
Abismo, intensidade. "
(...)


                               in Moderno Dicionário da Língua Portuguesa

 

 

Pedro Bizarro |OS MEUS AUTO-RETRATOS
 
Afasto-me e a obra surge. Cada um sabe de sí e cada qual se desamerda. Não lhes peço (ou dou) justificações. Não os controlo pois são o que querem ser. Interfiro como espectador ausente do meu trabalho.

Cláudio Moraes Sarmento | LUGARES DA MEMÓRIA

 

 

Estas imagens versam sobre a problemática da ausência e da perda. A evocação da infância ou de memórias infantis (através de instrumentos infantis) surge projectada no futuro e desprovida de outro objectivo que não a sua perda.

Situações insólitas, objectos reciclados, encenações recriam no observador a surpresa e a perplexidade que numa criança não existe nas mesmas situações. A adultície apaga por vezes a capacidade de nos podermos surpreender. Procura-se evocar vestigios de memórias infantis que já eliminámos da nossa vivência diária.

A perda é representada pela presença de objectos desprovidos de funcionalidade. Objectos que são reciclados despojados de valor material, mas que foram seguramente alvo de investimentos libidinais no passado mais ou menos recente. Podem ser casualmente encontrados no nosso quotidiano ou estarem mais

A memória é efémera. Estas fotos poderão ser vias de acesso à memória remota, às memória implicitas ou ao inconsciente, ao esquecido ou ao recalcado. Pretende-se mostrar qualquer coisa que já lá não está. Que já foi, que esquecemos, ou que já fomos.

No tempo perdido da infância encontramos, por vezes através de objectos, memórias de afectos que julgavamos esquecidas. Estas fotos procuram tocar a intangibilidade e distancia temporal da infancia acordando partes da nossa infancia perdida.

 

 

 

Processos Alternativos | Polaroid Transfer; Fotogramas; Solarizações

 

 

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